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Pedro Crispim, um Olhar por detrás da Moda


Pedro Crispim, 45 anos, modelo, fashion advisor, consultor de moda, criador do Atelier Styling Project e responsável pela SP Magazine.

Desde cedo que percebeu que a moda era o caminho a seguir. Persistente, lutador e apaixonado são os adjetivos que melhor o descrevem.


Formado em Design de Equipamento pela Faculdade de Belas Artes, Pedro nasceu em Évora, mas apaixonou-se por Lisboa, onde vive há já alguns anos.


Gosta de música, de cinema e de estar atento 24 horas por dia às tendências que se apresentam.

Bonito, simpático, muito determinado e assumidamente feliz, sendo um nome incontornável da moda nacional, Pedro Crispim mostra-nos a sua essência, os seus afetos e a sua faceta mais íntima por detrás da figura pública.


Na entrevista ao Love with Pepper, aproveita para recordar algumas memórias da adolescência e o preconceito.


Quem é o Pedro Crispim?


Sou o Pedro filho, irmão, amigo. Sou a soma do passado, presente e dos sonhos do futuro, sou tão mais do que aquilo que a maioria vê, sou o Pedro que poucos conseguem sentir.


Como se define como Homem e Companheiro?


Presente, atento, honesto, genuíno e apaixonado.

Considera-se um Homem romântico?


Já fui mais, mas sim, no fundo continuo a ser!

Alguma vez se sentiu atraído por mulheres?


A nível estético sim, a nível de personalidade e de carácter sempre, a nível sexual nunca!




Como foi assumir a Sua homossexualidade?


Foi natural, aconteceu numa conversa com os meus pais aos 19 anos.


Como sente que a sociedade vê e reage à homossexualidade?


Continua a existir muito preconceito, ideias preconcebidas e alguma resistência à informação.


A partir de que idade percebeu que os homens o atraíam?

Sempre soube, não me recordo de um timming, não tenho em mim uma agenda a esse nível, para mim sempre foi algo natural.


Como é que a Sua família reagiu?


Bem, teve o seu tempo para arrumar expectativas, reunir informação e olhar de frente para essa realidade, sem nunca ter-me sentido julgado.


A nível profissional sentiu descriminação ou preconceito por parte de colegas de trabalho?


O preconceito existe em todo o lado, não está dependente do sítio ou do papel das pessoas na nossa vida, ele está vivo e alimenta se da ignorância, e essa continua a ser a pior pandemia social.


É fácil assumir uma relação homossexual?


Nunca senti dificuldade em assumir nada na minha vida, mas, de facto não serei um exemplo a esse nível, triste será ter a certeza que serei sim uma exceção...


Considera que atualmente a homossexualidade é mais aceite pela sociedade do que no passado?


Não tenho que ser aceite pela sociedade. Que poder terá a sociedade para me tolerar e/ou aceitar ou não!? Não lhe dei esse poder. Esse poder será sempre meu, e se eu me aceito...não preciso de validação externa.




Já pensou em adotar uma criança?


Sim


Alguma vez recorreu ajuda terapêutica para a sua homossexualidade?


Não, nunca!


Considera-se um Homem feliz e realizado?


Sim, acima de tudo em paz!


Que dizem os Seus olhos como Homem que o é?


Que ainda tenho tanto para viver, que sou agradecido e me sinto afortunado pela estrutura familiar, pelos amigos que tenho o privilégio de ter a meu lado. E grato por trabalhar naquilo que amo, naquilo que me completa.


Pedro Crispim, Stylist




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