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O poder da mente na Dança

Atualizado: 17 de ago. de 2021


Fotografia : João Ramos

Instagram: @joaoramosodv





A dança é uma arte que permite desenhar movimentos com o nosso próprio corpo, independentemente de estarmos sozinhos ou em pares. Proporciona emoções tanto para quem o faz de modo espontâneo apenas às vezes, como para quem pratica de modo mais regular ou profissional. E ocasionalmente pode haver movimentos ou danças sensuais.


Para mim, as danças sensuais podem ser muitas porque tudo depende não só do estilo, mas também do modo como é interpretado, como os movimentos são executados. Podemos dizer que há modalidades consideradas em geral mais sensuais, tais como: tango, salsa, kizomba, dança do ventre, pole dance, dança moderna, flamengo, sevilhanas, etc. Mas até uma valsa pode ser sensual... Tudo depende da maneira como nos entregamos e sentimos os movimentos, bem como da ligação que temos com a pessoa com quem dançamos. Além disso, uma dança pode ser considerada sensual para uma pessoa e não para outra.


A nível social, esta prática ajuda a confraternizar e pode ser um veículo para conhecer pessoas. E porque não? Tanto um homem como uma mulher que dança bem pode ter um grande poder de sedução. Mas atenção: temos de saber que é diferente estar numa discoteca ou num palco como bailarinos profissionais.


Quando se é bailarino profissional há alguns padrões importantes como saber interpretar. Por exemplo, numa dança contemporânea ou moderna, os dois profissionais podem ter uma ligação profissional, ou seja, um bailarino procura dançar bem e se se tratar de uma coreografia sobre o amor, interpreta-a desse modo. Mas isso não significa que sinta algo pelo seu par. Pode existir uma ligação, mas é uma ligação profissional, e por uma questão de respeito nunca se vai além daquele momento em que se dança. Um bailarino é como um ator: interpreta, claro!


Estar numa discoteca e tentar de conhecer uma pessoa através da dança pode ser um caminho para sentir um click ou até algo mais. Não há dúvidas que dançar numa discoteca (sozinho ou abraçado) não tem nada a ver com uma atuação num palco. Por isso, digo que a dança em discoteca pode ter um poder totalmente diferente e até pode ajudar a fazer nascer algo entre duas pessoas.


A dança pode efetivamente ter um poder sensual ou de sedução pois o ritmo estimula a imaginação, liberta a mente de pensamentos negativos e proporciona prazer, mas tudo depende sempre de quem a interpreta. Os homens sabem que as mulheres gostam que dancem bem, e isso pode ser um trunfo para que elas se apaixonem por eles. Realmente, ao longo de todos estes anos da minha carreira, verifiquei que quando vemos dançar uma pessoa podemos perceber um pouco do seu carácter e se pode ser uma pessoa com paixão ou não.


Um estudo na Inglaterra constata que, em geral, quem dança bem tem até mais sucesso na sua vida sexual, talvez porque esta atividade ajuda a vencer a timidez, a saber controlar o corpo e ser mais criativo e desinibido. E não há como negar que a dança estará sempre ligada à sensualidade. Um corpo que se mexe transmite vibrações e sensações aos outros. A dança liberta-nos, pois, como já foi mencionado, dançando ficamos mais desinibidos e se for em pares, em alguns estilos, sentimos o calor do corpo e os próprios cheiros. Isso é sensual? Sim, é sensual, mas temos de perceber se se trata apenas de um momento na dança ou se pode ser algo mais. Por isso, é preciso cuidado para não haver equívocos, porque a dança sempre foi expressão corpórea; diverte, mas é, em simultâneo, sensual e elegante. Os profissionais têm de demonstrar responsabilidade para alcançarem o equilíbrio entre a sensualidade e a elegância, pois esta prática é indubitavelmente um jogo de equilíbrio no qual exprimimos toda a nossa personalidade e profissionalismo, com movimentos leves carregados de sensualidade.


Portanto, é preciso prestar atenção. As pessoas que dançam em discotecas, em particular, fazem-no porque gostam de se movimentar. Por isso, têm de perceber que tipo de sensações podem ter nesses momentos de lazer, sempre com o fundamental em mente: tratar bem e com educação todas as pessoas com quem dançam.


Marco De Camillis, Coreografo

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