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Mariana Abecasis, um Amor para além da Nutrição

Atualizado: 15 de mai. de 2021




Mariana Abecasis, nutricionista de profissão e vocação. Para além de uma profissional “viciada” e apaixonada pelo seu trabalho, é também uma mulher apaixonada pela vida e pelo seu papel de mãe, mulher e companheira!

Otimista e prática por natureza é assim que se define.


Como se define como Mulher, Esposa e Mãe?


Sou uma pessoa otimista, muito prática e muito simples. Acho que isso me define nas várias funções e papéis da minha vida!

É difícil individualizar o nosso papel como mulher, esposa e mãe porque no fundo fazem todos parte do mesmo pacote e dependem fundamentalmente da forma como encaramos e estamos na vida.


Considera-se uma Mulher romântica? E ciumenta?


Nem muito romântica, nem muito ciumenta!

Penso que é importante um pouco de tudo numa relação, mas mais importante ainda é termos confiança, segurança e serenidade.

Quando assim é não há muito espaço para o ciúme.

Quanto ao romantismo, gostaria de ser um pouco mais. Mas pelo meu ritmo de vida - trabalho a mil e 2 filhos pequenos - por ser muito pragmática e prática , por vezes acabo por não dar muito espaço ao romantismo no meu dia a dia normal.

Contudo temos (o meu marido e eu) o cuidado de no meio de tudo isto arranjar sempre um tempo para nós e de conseguirmos ter momentos só nossos, como namorados! :)


Como começou a sua história de amor com o seu marido?


Na noite de natal!

Conhecemo-nos numa festa de natal e como tínhamos amigos em comum acabaram por nos “arranjar um encontro” uns dias depois!

A partir daí fomos saindo e a relação começou umas semanas depois!


Considera o seu marido romântico?


O André é um homem muito discreto em tudo e não faz nada para chamar a atenção ou “parecer bem”.

Mas é um homem muito mais romântico que eu.

Romântico não “à filme” ou para ostentar , mas sim nas pequenas coisas do dia a dia.

Tem um hábito que me derrete e ainda hoje, ao fim de vários anos de relação, me faz ganhar o dia e deixa-me com um grande sorriso na cara o dia todo..

Hábito que de vez em quando, deixa -me bilhetes escritos por ele em diferentes peças de roupa, livros ou agenda!

Depois quando visto uma roupa e ponho a mão no bolso ou abro a agenda vários meses depois, tenho um bilhete dele!

É uma sensação maravilhosa e que me faz sentir especial sempre!


O seu marido colabora consigo?


O André e eu formamos uma equipa em tudo!

Não posso dizer que ele colabora comigo, mas sim que colaboramos um com o outro.

No que toca a tarefas de pai e mãe e da casa distribuímos de forma muito equilibrada o trabalho.

Sem imposições ou cobranças.

Eu sou mais calhada para certas coisas e naturalmente encarrego-me dessas tarefas e ele mais para outras!

Pelo meu feitio, pela minha vida profissional e pelos meus princípios dificilmente me sentiria bem numa relação desigual em que o trabalho doméstico ou de filhos recai mais para a mãe ou é considerado tarefa de mulher.


O seu marido assistiu ao parto?


Sim, assistiu aos meus 2 partos!


É apologista de o homem assistir ao parto?


Sim! Sem dúvida!

Acho que é um dos momentos mais marcantes da vida de um pai e de uma mãe. Nesse sentido acho que é um momento dos dois e não um momento da Mulher.

Estar desde o primeiro momento em contacto com o filho/filha, na minha opinião, fortalece a relação pai-filhos.

A gravidez é um momento muito da mulher, por isso a ligação com o filho começa mais cedo.

O momento do parto é um momento muito forte e intenso, quer para quem o vive, quer para quem assiste, por isso acho que deve ser um momento vivido a 2.

Ao contrário do que se possa pensar, considero um momento de união e ligação não só pai-filho/a mas também homem-mulher.


Pensa que é confortável, para a mulher, ter o companheiro num momento tão íntimo?


Para mim, sem dúvida!

Não desejaria mais ninguém ao meu lado que não o meu marido.

Quando há uma relação forte homem - mulher, de companheirismo, de apoio, acho que termos o nosso marido ao lado transmite nos uma grande segurança e conforto.


Acha que o facto do seu marido assistir ao parto dos vossos filhos teve consequências posteriores na vossa intimidade sexual?


Não!

Hoje em dia os homens não assistem ao parto de frente!

Estão ao lado da nossa cabeça. Por isso não tem, a meu ver, uma visão “traumática” do parto.


A gravidez afetou a sua libido?


Sim.

Quando há alterações hormonais (na gravidez há muitas!) Tende a haver sempre alterações na libido.

Mas ao longo da gravidez estas alterações não são constantes e dependem muito de mulher para mulher!

Numa fase inicial com enjoos, vómitos, sono, a tendência pode ser uma redução natural da libido, até pelo mau estar físico que se vive (para quem tem esses sintomas).

No segundo e terceiro trimestre, pode haver um aumento da libido e do desejo sexual.

Contudo, mais uma vez reforço que depende muito de mulher para mulher. Porque não só as alterações hormonais , mas também os níveis de ansiedade e medos e a relação com o corpo e alterações do físico, tem impacto na parte sexual.


A alteração no seu corpo durante a gravidez alterou o seu desejo sexual?


Sim, um pouco.

Há uma fase em que nos sentimos “só gordas” e não ainda com corpo e barriga de grávida. Essa fase a nível de aceitação do corpo é mais difícil , mexe um bocadinho com o desejo sexual ou pelo menos com o nosso à vontade de exposição do corpo.

Depois, quando já estamos com corpo de grávida declaradamente a mim não me faz confusão. Gosto muito de estar grávida, gosto do meu corpo quando grávida por isso não afeta o meu desejo.

Mas tenho a perfeita sensação que se não cuidasse do meu corpo e não tivesse os cuidados que tenho durante as gravidezes, isso poderia ter um impacto negativo na minha auto imagem e na minha parte sexual!


Como é o sexo na gravidez? Com mais prazer ou menos prazer?


Depende da fase!

Tive momentos com mais prazer e outras fases com mais desconto.

O facto de termos uma barriga a crescer pode condicionar um pouco as posições e consequentemente o prazer!


Na sua gravidez teve relações sexuais até ao final?


Sim! :)

Não sou obstetra e provavelmente depende de caso para caso e se há complicações ou situações particulares na gravidez.

Mas pelo que sei, numa gravidez normal, sem ocorrências ou contra indicações clínicas, o ato sexual não constitui qualquer risco para o bebé!


A gravidez e a maternidade reduz a libido da mulher?


A gravidez não (pelo menos para mim).

A maternidade pode não reduzir a libido, mas reduz o tempo disponível para namorar!

A chegada de um bebé vem alterar por completo (pelo menos inicialmente) o ponto de equilíbrio pré-existente do casal.

Há mais um elemento na família, que depende totalmente de nós e que toma muito do nosso tempo.

Nesse sentido acho que a maternidade pode afetar um pouco a parte sexual.

A recuperação pós parto também tem influência a esse nível.

Tal como o tipo de parto (vaginal ou por cesariana). As indicações do médico quanto ao início da relação sexual. A como a mulher se sente com o seu corpo...

Tudo isso inevitavelmente tem impacto na vida sexual do casal. E pode afetar a libido, a vontade e a disponibilidade física e mental.

No meu caso, se somarmos isso ao facto de ter 2 bebés em casa (um recém nascido e um bebé de 1 ano e 10 meses) posso dizer que de facto a maternidade dificulta a parte sexual!

Encontrar um momento possível nesta fase é um jogo tetrix ca em casa .(risos)


Com o nascimento do seu primeiro filho houve uma alteração na intimidade do casal?


Não! Não sinto que a nascimento do meu primeiro filho tenha tido impacto negativo na nossa vida sexual.

Há um ajuste natural de horários e momentos possíveis, mas fora isso nenhuma alteração!


Qual foi o intervalo de tempo entre o primeiro ato sexual e o nascimento do bebé?


Hummm.. em ambas as gravidezes 8-9 dias.


Como é o sexo pós-parto?


Inicialmente é um pouco com medo. Das 2 vezes ainda não tinha tirado os pontos, e ainda estava em recuperação da cesariana , por isso as primeiras vezes são um pouco mais tensas.

(Da minha parte e da parte do meu marido com medo de me magoar e de ainda ser prematuro).

Depois de forma gradual volta ao normal!


O que dizem os seus como Mãe?


Para mim ser mãe foi uma revelação.

Sempre tive o objetivo de ter filhos, mas ser mãe não era um sonho de vida.

Há mulheres que tem mais o objetivo de vida de ser mãe, outras mais desligadas do tema.

Considero que sempre fui mais desligada, até porque tinha um pouco de medo de vir a ser uma mãe mais desligada ou egoísta, tendo em conta a minha dedicação e vida intensa de trabalho.

Depois de ser mãe a minha vida mudou. Ou aliás, eu mudei!

Tornei me mais carinhosa, menos egoísta, mais altruísta. Mais ligada ao que realmente importa.

Não que não o fosse anteriormente. Mas ser mãe potenciou o melhor de mim.

O feedback dos que me rodeiam, é que me Consideram me uma mãe muito equilibrada.

Pouco ansiosa, mas atenta , que sabe mimar mas que estimula a independência dos filhos e que adora ser mãe, mas que não abre mão da sua individualidade por isso.

Sinto -me muito feliz e completa no papel de mãe . Tornei- me sem dúvida uma pessoa melhor, mais feliz, mais completa, mais mulher!


Mariana Abecasis, Nutricionista




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