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Como lidar com uma Sociedade Hipersexualizada?


Abordar temas como a sexualidade e os complexos caminhos do amor é, sem sombra de dúvida, um desafio ao qual me dedico com respeito e uma certa dose de nervosismo. Confesso que o convite da nossa carismática anfitriã, Rita Ferreira, do "Love With Pepper", despertou-me uma mistura de entusiasmo e uma ligeira sensação de intimidação. No entanto, é com grande determinação e um toque de audácia que aceito o desafio, comprometendo-me, enquanto neuropsicólogo e hipnoterapeuta e o autor do livro “Nem Sempre Faço Sexo, Mas Todos os Dias Faço Amor”, a revelar os segredos de uma sexualidade saudável e de um romantismo autêntico. Sim, ao integrar-me na família "Love With Pepper", estou pronto para partilhar crónicas ousadas e picantes que prometem estimular as vossas reflexões e enriquecer a nossa compreensão sobre o vasto e fascinante universo das relações e intimidade humanas. Vamos, juntos, explorar, questionar e, quem sabe, redefinir os contornos do amor e da paixão.



Como lidar com uma sociedade Hipersexualizada?


Já reparou como é comum vermos anúncios impregnados de imagens de mulheres em poses sensuais, ou com pouca roupa, para promover os mais variados produtos? Pois é, parece que a sexualidade feminina está em todo o lado, e é exatamente sobre isso que quero falar. A questão que se impõe é: qual o impacto desta exposição constante nas nossa vida pessoal e no romantismo do casal? A resposta não é simples, mas uma coisa é certa: ela contribui para a criação de padrões de beleza e comportamento muitas vezes inatingíveis e irreais. E quem acaba por sofrer as consequências? Nós todos, especialmente as mulheres, naturalmente. É fundamental refletirmos sobre como esta realidade afeta a relação que temos com os nossos próprios corpos e com a nossa sexualidade. Estamos constantemente a ser bombardeados com imagens e mensagens que nos dizem como devemos ser e como devemos agir, e isso pode levar a uma relação problemática e distorcida com a nossa própria identidade.


A quebra de estigmas associados ao sexo e à sexualidade é um passo crucial para conhecer e aceitar os nossos corpos e as suas maravilhosas funções e podermos experienciar a nossa sexualidade de forma realista, plena e saudável. Sem tabus ou preconceitos, esta crónica pretende mergulhar profundamente neste tema tão relevante e necessário, refletindo sobre como podemos transformar a nossa cultura hipersexualizada e feita de afetos transitórios, numa sociedade que valoriza a comunicação, o consentimento e o respeito mútuo no âmbito da sexualidade.


Vejamos, amor e sexo são dois componentes da vida humana profundamente enraizados, mas nem sempre inseparáveis. Quando bem integrados, eles podem criar uma ligação poderosa, intensa e gratificante. No entanto, para alcançar tal harmonia, é essencial quebrar estigmas e desvendar os mistérios da sexualidade, da intimidade e do prazer.


Primeiramente, é fundamental perceber que o amor e a sexualidade começam com o autoconhecimento. Compreender e aceitar o próprio corpo é o primeiro passo para explorar a sexualidade de forma plena. O mesmo vale para o corpo do parceiro; a exploração mútua leva a uma compreensão mais profunda e a uma conexão mais íntima.


O início da intimidade sexual muitas vezes não começa na cama, mas sim na sutileza de um olhar, na casualidade de um toque, na infinidade de significados por trás de uma palavra. O flerte, a arte da sedução e a preparação do ambiente, todas são etapas cruciais antes da própria relação sexual.


Quando chegamos à genitalidade, é importante lembrar que o prazer não é apenas atingir o clímax, mas sim a experiência completa, desde a antecipação à intimidade emocional que acompanha esses momentos. Desconstruir o mito de que o sexo é apenas sobre o orgasmo é essencial para uma sexualidade mais rica e plena. Mas então o que fazer para tornar mais interessante a intimidade nos casais? E que tal ousar adicionar um pouco de tempero à relação com um pouco de erotismo e fantasia? A literatura erótica, os jogos de role-play e outras formas de exploração sexual podem adicionar um elemento de surpresa e diversão à relação, mantendo a chama do desejo acesa.


Na vivência do amor, a liberdade sexual é uma viagem complexa, quase como um labirinto, onde romper tabus é somente o início. Trata-se de um caminho que exige a construção de relações robustas, sustentadas em confiança, respeito e um amor mútuo intenso, convertendo a sexualidade numa dança harmoniosa de almas que se entrecruzam. Neste delicado jogo do amor, cada vivência revela-se como uma oportunidade singular de aprendizagem e de ligação profunda. Ultrapassar os estigmas ligados ao sexo e à sexualidade é um passo fundamental para uma vivência plena e saudável da nossa sexualidade. A sexualidade, na sua verdadeira essência, transcende o ato físico, começando a sua dança muito antes de qualquer contacto íntimo. Ela nutre-se da ligação emocional, da comunicação aberta e do respeito recíproco, elementos essenciais para uma experiência sexual verdadeiramente gratificante e enriquecedora.


É aqui que a hipnose e a terapia regressiva têm tudo a ganhar e nada a perder. Se pensarmos que a hipnose clínica e a técnica de regressão ao passado emergem como ferramentas cruciais para destrancar portas antigas e possibilitar a cura de traumas passados que, grande parte das vezes, impedem o desfrutar de uma sexualidade plena. Estas ferramentas terapêuticas oferecem-nos a oportunidade de desvendar e dissolver bloqueios, frequentemente originados na infância ou em experiências pretéritas, que podem estar a obstruir a expressão plena da nossa sexualidade. Elas auxiliam-nos a libertar-nos de crenças religiosas restritivas e da influência de figuras autoritárias, incentivando-nos a acolher o nosso corpo e as suas funções maravilhosas com amor e aceitação. É como se pudéssemos navegar pelo rio do tempo, revisitando e reinterpretando eventos que moldaram as nossas crenças e atitudes em relação à sexualidade e transformar uma narrativa castradora numa mais libertadora.


Deste modo, a hipnose clínica atua como um farol, iluminando as sombras do passado e conduzindo-nos de volta ao caminho do autoconhecimento e da aceitação. Ela convida-nos a redescobrir o prazer na sua forma mais pura, livre de julgamentos e preconceitos. Assim, munidos de uma compreensão aprofundada do nosso próprio ser e do ser do nosso parceiro, e de uma comunicação aberta e sincera, estamos preparados para viver uma experiência sexual completa e extremamente satisfatória. Juntos, embarcamos nesta jornada transformadora.


Concorda comigo, certo?

Até à próxima, caros exploradores da paixão.


Dr. Alberto Lopes , Neuropsicólogo e Hipnoterapeuta

Autor do livro: “Nem Sempre Faço Sexo, Mas Todos os Dias Faço Amor”,



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