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A Sexualidade na Infertilidade




O desejo de ter um filho é comum nas sociedades humanas e a maioria das pessoas planeia a gravidez e o parto para um determinado período da vida. Apesar de a conceção de uma criança ser o ato mais natural do mundo, nem sempre o objetivo é alcançado com facilidade. A infertilidade define-se como a incapacidade de um casal conceber após um ano de relações sexuais “desprotegidas”. A maioria dos casais assume que é fértil e espera conseguir conceber logo após a interrupção da contraceção. No entanto, cerca de 10% dos casais em idade reprodutiva são inférteis e pelo menos um quarto viverá um período de subfertilidade no decurso da vida. As causas mais comuns de infertilidade relaciona-se com anomalias ao nível da quantidade e qualidade dos espermatozoides, disfunções da ovulação, doenças que afetam a estrutura ou função das trompas, lesões do útero e endometriose. Existe ainda a “infertilidade idiopática” ou “inexplicada”, quando após investigação por meios clínicos não é identificada causa plausível. Para um casal, sofrer de infertilidade, constitui um choque e pode causar um sofrimento muito profundo em ambos, obrigando-os a repensar alguns aspetos da vida em comum até então tidos como certos: uma família com filhos; a continuidade genética, a experiência da gravidez e do nascimento; o sentimento do casamento ou da vida conjugal e a própria sexualidade. A sensação de fracasso afeta a auto-estima e o amor-próprio. Estes sentimentos negativos refletem-se, por vezes, na sexualidade do casal. Com o passar do tempo, as relações sexuais vão deixando de ser um ato de prazer e começam a confundir-se com uma obrigação. O casal apercebe-se da falta de espontaneidade, já que algumas indicações médicas, as tabelas de temperatura e o sexo por calendário podem retirar o prazer à vida sexual. Se bem que estes sentimentos possam afetar a vida sexual, é importante que as vivências do casal “fora do quarto” sejam sentidas de forma positiva. A partilha de sentimentos deve lembrar-nos que a vida a dois é suficientemente diversa para se limitar à capacidade de conceber. A infertilidade é um problema de duas pessoas e deve, por isso, ser abordada em conjunto. Lidar com a infertilidade provoca mudanças significativas no relacionamento do casal, o apoio mútuo conduz a uma maior partilha e intimidade fortalecendo os laços entre os parceiros. Nos casos onde existe dificuldade em lidar com a situação, o casal deve procurar apoio psicológico e falar com outros casais que estão a passar pelo mesmo. É importante o casal sentir que não está sozinho nesta jornada.


***Informação disponibilizada pela Associação Portuguesa de Infertilidade.


Associação Portuguesa de Infertilidade


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